quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Só estou ainda aqui/ Pela compaixão divina

Só estou ainda aqui
Pela compaixão divina

1
O – Não há como o Salvador
F – De infinda misericórdia!
O – Dissipa toda a mixórdia
F – E vivifica o amor.
O – Eu só possuo o vigor
F – Pra' enfrentar a sabatina,
O – Porque Deus Pai determina
F – Que eu não entre em frenesi.
Só estou ainda aqui
Pela compaixão divina.
2
F – É Deus meu Perdoador...
O – E eu cometo muitas falhas,
F – Desertando de batalhas
O – Ao me afastar do Senhor...
F – Mas Deus Pai, com grande amor,
O – Me doutrina, disciplina
F – E, com fervor, me destina
O – A enfrentar o rali.
Só estou ainda aqui
Pela compaixão divina.
3
O – Sou um pobre pecador.
F – Sozinho eu nada obtenho.
O – Só com Jesus Cristo eu venho
F – A ter na vida um valor.
O – Sou tomado de temor.
F – Todo terror me domina.
O – Mas só Deus desbaratina
F – Os medos que adquiri.
Só estou ainda aqui
Pela compaixão divina.
4
F – Cristo é minha fortaleza.
O – Sem Jesus eu nada sou.
F – Foi Ele quem resgatou
O – Minha alma tão indefesa.
F – Só Deus tem a natureza
O – De modificar a sina
F – De quem ao erro se inclina
O – Como à carniça o zumbi.
Só estou ainda aqui
Pela compaixão divina.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

É o destino querendo/ Frustrar a minha esperança.

É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
1
O – Corro, canso, mas não chego
F – Ao lugar que desejava,
O – Que algo empaca, emperra e entrava
F – A vida e finda o sossego.
O – Almejo um tranqüilo emprego,
F – Só o que tenho é cobrança.
O – E toda essa dor que avança
F – É devida a' um mal tremendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
2
F – Tento alcançar minha meta
O – E tudo fica mais duro,
F – Então me encontro inseguro
O – E a prostração é completa.
F – Tento andar em linha reta
O – E o mal me contrabalança,
F – Me atravancando a andança
O – E isso é um crime horrendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
3
O – Tudo o que faço é querer
F – Viver em paz  e saudável,
O – Mas o roteiro execrável
F – Da vida vem me ofender.
O – Pago dívida sem dever
F – E o meu riso é sem tardança.
O – Tudo por causa da dança
F – Macabra de um mal adendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
4
F – Sofro, choro, grito, arquejo,
O – Salto, fujo, paro e penso...
F – Me encontro de um mal intenso
O – Cercado, mas não o almejo.
F – Então, contra ele, esbravejo,
O – Porém não vejo bonança,
F – Só mágoa e intemperança
O – E, devido às tais, me rendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
5
O – Já busquei tanto na vida
F – Viver bem mais sossegado,
O – Mas só achei desagrado
F – Em todo beco e avenida.
O – Sem instinto suicida,
F – Recorro à perseverança,
O – Mas só vejo atra mudança
F – Neste meu viver colendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.
6
F – Peço a Deus que me auxilie
O – Para eu poder gargalhar
F – Ante o que me vem doar
O – Sofrer pra que eu silencie
F – Minha voz e não me fie
O – Na fé que doa pujança
F – Ao meu ser que se afiança
O – Num Deus de amor estupendo:
É o destino querendo
Frustrar a minha esperança.

Desejo, porém não posso/ Dizer tudo o que desejo.

Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
1
O – Se a gente pensa em dizer
F – O que precisa falar,
O – Mas evita precisar
F – Para não se arrepender.
O – Mesmo se alguém merecer
F – A rispidez do gracejo,
O – A gente evita o motejo
F – Pra não destratar o “troço”.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
2
F – Tem gente que até merece
O – Escutar verdades duras,
F – Todavia, as almas puras
O – Não fazem o que parece
F – Ser melhor, porque a prece
O – Em favor do malfazejo
F – Traz-lhes mais paz... Mas eu vejo
O – Dor toda vez que a endosso.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
3
O – Luto pra não dizer nada.
F – Me seguro como dá.
O – Mas a minha índole má
F – Já quer partir pra pancada.
O – Porém, ao fazer parada,
F – Me acalmo e outro plano almejo.
O – Peço perdão e negrejo
F – A ira em que me alvoroço.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
4
F – Quando alguém, um desaforo,
O – Me fala em plena avenida,
F – O meu instinto homicida
O – Tenta quebrar o decoro...
F – Só que, aí, eu, sem “deploro” (^),
O – Nego o mal e não despejo
F – A fúria no ser que alvejo
O – Com' o mau olhar que esboço.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
5
O – Por não querer inimigos
F – Cortejando a minha porta,
O – Só faço o que o bem exorta,
F – Que é pra não sofrer castigos.
O – Porém, só vive em perigos
F – O ser sem tato e sem pejo
O – Que enfrenta todo “bafejo”
F – Com ira a qual não engrosso.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.
6
F – Um dia um ser descortês
O – Veio a mim com grosseria,
F – Visando à selvageria
O – Dos brutos sem sensatez.
F – Senti raiva, mas, em vez
O – De responder co' um lampejo
F – De grosseria o vicejo,
O – Saí de perto do “troço”.
Desejo, porém não posso
Dizer tudo o que desejo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Já posso avistar o brilho/ Do resplendor do Natal.

Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
1
O – Novembro se vai findando.
F – Dezembro, então, se aproxima.
O – E a transformação do clima
F – Já se vem acentuando.
O – Há um raiar começando.
F – Um raiar de um bom sinal.
O – É a vinda gradual
F – Do Natal, por alvo trilho.
Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
2
F – Tudo se faz diferente.
O – É linda a vinda que brinda
F – Esse festejo que finda
O – Toda a angústia da gente.
F – O Natal nos traz somente
O – Tudo o que é bom e vital.
F – Não troco o seu “alto astral”
O – Por outro que não partilho.
Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
3
O – É nessa data que eu posso
F – Sentir-me mais inclinado
O – À poesia e dotado
F – A dar vida ao dom que esboço.
O – No Natal o peito nosso
F – Faz-se mais sentimental
O – E eu conclamo o pessoal
F – Pra ceia que eu compartilho.
Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
4
F – Minha casa fica cheia
O – De pessoas que visitam
F – Meu lar, para que permitam
O – Mais risos em minha ceia.
F – Na minha e na casa alheia
O – Ouço canções em coral
F – E o sonho se faz real,
O – Posto “não ver-se” empecilho
Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
5
O – A taça que brinda a festa
F – Transborda na mão que agita.
O – E a alegria explicita
F – Seu riso que, à festa, empresta
O – A santa emoção que infesta
F – O recinto no local
O – Da celebração frugal,
F – Exposta em cada estribilho.
Já posso avistar o brilho
Do resplendor do Natal.
6
F – É lindo poder unir
O – Todos em um só propósito.
F – Tendo da paz o depósito
O – Nos corações a fluir.
F – Vê-se em cada suvenir
O – Um valor emocional;
F – E, no plano vesperal
O – Da festa, o chão que eu palmilho.
Já posso avistar o brilho

Do resplendor do Natal.

O= Osvanildo Almeida; F= Felipe Amaral


Eu quero estar arrumado/ Quando chegar o Natal.

Eu quero estar arrumado
Quando chegar o Natal.
1
Eu quero me vestir bem
Para esperar essa data
Que é para mim tão cordata
E complacente também.
Não desejo ficar sem
Avistar o seu fanal
Pra que eu possa achar aval
Para sorrir um bocado.
Eu quero estar arrumado
Quando chegar o Natal.
2
Com trajes de fina estampa
Eu desejo estar vestido.
Poder ser reconhecido
Por todos e “estar à pampa”.
Ver que a alegria acampa
Na estrutura bucal
E, em um riso emocional,
Transparece o meu estado.
Eu quero estar arrumado
Quando chegar o Natal.

Eu quero estar preparado
Pra quando o Natal chegar.
1
O Natal é para mim
Uma data sem igual,
Por isso imploro ao Natal
Pra que ele não tenha fim.
O alabastrino marfim
Da sua feição sem par
Faz-me sorrir e cantar
Por ser por ele inspirado.
Eu quero estar preparado
Pra quando o Natal chegar.
2
Minha vontade é que tudo
No Natal se faça infindo
Pra que possa ser mais lindo
Da vida o seu conteúdo.
Porém um punhal agudo
Vem-me o peito transpassar
Quando, para não voltar,
Ele se vai obrigado.
Eu quero estar preparado


Pra quando o Natal chegar.

Saúde, paz e amor/ Pra o ano novo que vem.

Saúde, paz e amor
Pra o ano novo que vem.
1
Novembro chegou trazendo
Uma emoção prazenteira
Junto com a sobranceira
Paz que ele tem por adendo...
É porque seu estupendo
Prêmio é ir bem mais além
Que sua extensão, que tem
Por fim dezembrino alvor.
Saúde, paz e amor
Pra o ano novo que vem.
2
Vindo Dezembro, eu me inclino
À festa que o povo faz
Cheio de amor, luz e paz,
Sem mágoa e sem desatino...
É que o tempo natalino
Algo de mágico contém
E em sua essência detém
Da alegria o dulçor.
Saúde, paz e amor
Pra o ano novo que vem.
3
Tudo é mais claro e mais puro
Quando o Natal tá presente.
Há algo dentro da gente
Que esmaga o mal obscuro,
Dando, co' esmero e apuro,
Ao dia, a paz que se atém
Ao coração e mantém
O coração com vigor.
Saúde, paz e amor
Pra o ano novo que vem.
4
Peço a Deus que chegue cedo
O Natal de mil encantos
E pra que não haja prantos
Nos corações e nem medo.
Mas que desvele o segredo
Que essa alva data retém
Pra que eu possa rir também
Com todos num só fervor.
Saúde, paz e amor


Pra o ano novo que vem.

Só faço aquilo que sou/ Dotado para fazer.

Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
1
Não me peça pra pensar
Em problemas complicados
Que só são solucionados
Depois de muito penar.
Não queira me convidar
Pra fazer o que é dever
De quem nasceu pra viver
Dando o duro que eu não dou.
Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
2
Não faço qualquer esforço
Naquilo ao qual não me inclino.
Se não sei fazer, atino,
Paro e não mais me contorço.
Não busco aulas de reforço
Pra tentar inda aprender,
Porque não me dá prazer
“Rir em teatro sem show”.
Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
3
“Bancar uma de” palhaço,
Tentando agradar a todos,
Embora só vendo engodos
E pedras a cada passo,
Eis um “troço” que eu não faço,
Mesmo tendo que sofrer
Críticas por não atender
A quem a tal me ordenou.
Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
4
Não tente me conduzir
Por caminhos pedregosos,
Porque por trilhos danosos
Eu não gosto de seguir.
O mundo vive a pedir
Pra que deixemos de ser
O que somos, mas vai ver
Que eu nesse trilho não vou.
Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
5
Não consinto em me dispor
A obras que prejudicam
Meu corpo e me comunicam
Menoscabo, alquebro (^) e dor.
Não nasci pra me propor
A tentar obedecer
Quem quis me ver padecer,
Pois que jamais me ajudou.
Só faço aquilo que sou
Dotado para fazer.
6
Ninguém pense que eu vim
A este mundo pra dar
Uma de zé e ficar
Lamentando-me no fim.
Todo serviço ruim
Pra o meu corpo, eu hei de ter
Por refugo, e só me ater
Ao pra o qual propenso estou.
Só faço aquilo que sou

Dotado para fazer.